A maconha é o novo bitcoin?

Pode parecer absurdo, mas a cannabis está mais próxima do bitcoin do que você imagina. Pelo menos é o que a trajetória e as dificuldades de ambos mercados nos mostram. Entretanto, antes de fazer o paralelo é necessário voltar um pouco na história, para entender melhor onde os caminhos da erva e da moeda virtual se cruzaram.  

Em 2007 foi postado um estudo chamado “Bitcoin: A Peer-To-Peer Eletronic Cash System” pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto em um grupo de discussão sobre criptomoedas. O estudo explicava o conceito de um sistema de transações financeiras diretas entre pessoas feitas pela internet, sem um intermediário como o banco, sem chancela de nenhum país nem uma instituição centralizadora e regulatória que cobra dividendos pela sua existência e função. A ideia foi recebida com bons olhos por alguns, que viriam a se tornar colaboradores, mas a imensa maioria se manteve descrente principalmente devido ao baixo número de players e consequente baixa confiabilidade deste mercado emergente. 

Foi somente em 2009 que a moeda virtual sairia do papel através de um software de código aberto, que é de livre acesso para todos, e começaria a ser utilizada. Apesar das promessas de impacto e disruptividade, o início das atividades do software foi lento e limitado a mercados periféricos. 

O maior motivo para as dificuldades iniciais estava na falta de confiança no mercado virtual, o que afastava grandes investidores e consequentemente o crescimento da criptomoeda. Por exemplo, em 2011 a moeda viu seu valor variar de USD$0,30 até USD$15 e fechar o ano em USD$3, e tal volatilidade não era atraente.

 Com o passar do tempo e apesar de tentativas de restrições do uso e taxações sobre a criptomoeda, o Bitcoin floresceu e os adeptos da moeda virtual colhem bons frutos há alguns anos. Atualmente, na data da escrita deste artigo, 1 Bitcoin equivale a USD$29.391,78 e desde 2017 a moeda tem vivido uma ascensão longa que reflete o aumento da confiabilidade no mercado. Tal aumento se deve à disseminação de informação sobre a moeda virtual, o surgimento de e-bancos que acostumaram o público com a ideia de transações e pagamentos online e o próprio crescimento orgânico da criptomoeda. 

E é aqui que os caminhos da maconha e do Bitcoin se cruzam, nas dificuldades de estabelecer seus respectivos mercados e conquistar a confiança de investidores, agências reguladoras e governos. Apesar das adversidades, a moeda virtual tem demonstrado avanços, seu mercado tem valorizado e a confiança nele cresceu, da mesma forma que esperamos e projetamos que irá ocorrer com a cannabis. 

Um pouco antes do conceito de Bitcoin ser apresentado por um anônimo em um site a cannabis estava prestes a ter o seu uso e plantio autorizados com fins medicinais ou científicos em solo brasileiro, em 2006. Por mais que a lei diga que o cultivo e administração de cannabis podem ser autorizados para os motivos supracitados, sabemos bem que na realidade a história é diferente e a maconha medicinal caminha a passos lentos no Brasil, por enquanto.

Desde o final dos anos 2000 muita coisa aconteceu em território nacional em relação à maconha medicinal. Desde a alteração do posicionamento da ANVISA sobre a importação de remédios à base de Cannabis em 2014, até a mais recente autorização para produção e venda de medicamentos para uso medicinal em farmácias nacionais uma coisa é fato: as condições de confiabilidade do mercado canábico estão melhorando devido às medidas tomadas por órgãos reguladores e consequentes disrupções no mercado. Apesar destes avanços, a cannabis ainda sofre para conseguir desenvolver em suas diversas áreas, crescer e atrair capital pelo estágio embrionário do setor ocasionado pela ausência de sua regulamentação.

Aliado ao uso medicinal, que pode gerar até R$4,7 BI no Brasil no primeiro ano após a legalização, o uso industrial das fibras e sementes da cannabis tem ampliado seus horizontes. Ou melhor, estes usos estão sendo redescobertos, assim como suas  vantagens. O Projeto de Lei 399/2015 busca regulamentar o cultivo e comércio de variedades de cannabis para usos medicinal, industrial e científico, e apesar de ainda ser um projeto já demonstra a intenção de propiciar o desenvolvimento do setor canábico no país.

A ADWA Cannabis surgiu através da percepção desse gargalo extremamente desproporcional em relação ao potencial agrícola da cannabis no Brasil e a falta de condições técnicas , jurídicas e profissionais para este  mercado  prosperar. Nosso objetivo é produzir genéticas específicas, conteúdos e capacitar profissionais  para nosso “ecossistema”, para assim ampliareste mercado que tem enorme potencial.

Agora podemos então entender melhor o paralelo entre o Bitcoin e a maconha: ambos têm mercados extremamente promissores, causam/causarão disrupções e estão se desenvolvendo apesar das condições não serem as ideais. O que nos deixa com o questionamento: se fora das circunstâncias ideais a cannabis já tem potencial para movimentar bilhões de reais, imagine com todo o aporte devido. 

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Adwa Cannabis

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Uma empresa de desenvolvimento de pesquisas e tecnologias voltadas para a cadeia produtiva de Cannabis.