Agricultura 4.0 – A Revolução da Agricultura

Por volta de 9.500 a.c.,através dos chamados oito cultivos fundadores da Revolução Agrícola (farro, trigo, cevada, ervilha, lentilha, ervilhaca, grão-de-bico e linho), cultivados no Levante (oriente Médio), a Agricultura possibilitou ao ser humano deixar o estilo de vida nômade e adotar o sedentarismo. Este fato, durante a história, acarretou em diversas outras revoluções e avanços das civilizações.

A história da Agricultura é marcada pela contínua introdução de tecnologias, permitindo a sobrevivência e prosperidade da espécie humana diante dos mais diversos ambientes do nosso planeta. 

Com o advento da irrigação, as civilizações  deixaram de depender diretamente da chuva para levar água às suas plantações. Quando o motor a combustão interna foi desenvolvido, foi rapidamente incorporado aos sistemas de produção agrícola. Milênios depois, a química e a biologia possibilitaram a criação de fertilizantes e pesticidas agrícolas xenobióticos, culturas artificialmente melhoradas, resultando em maiores produtividades e melhores rendimentos. 

Portanto, ao longo da história, a criatividade humana inventou ferramentas que refletem as complexas necessidades de cada sociedade, modificando os modos de produção, nossa alimentação, a qualidade de vida e os espaços geográficos onde, como espécie, nos concentramos. Sendo assim, os avanços tecnológicos foram nossas armas para vencer a luta pela sobrevivência.

Hoje, vivemos uma revolução digital, propiciada pela conectividade. Diferente da última revolução no campo, onde houve a incorporação de sensores e ferramentas capazes de mensurar as mais diversas variáveis ambientais, a atual se trata de um novo arranjo do espaço agrícola, refletindo o papel humano no agroecossistema. Estas conexões que transformam nosso modo de produzir alimentos, pode ser denominada como Agricultura 4.0. 

A incorporação destas tecnologias já está em curso. Novos softwares, métodos e utensílios, que quando inseridos não podem mais ser removidos, como exemplo comparativo temos o celular, ninguém se lembra mais como era a vida antes do telefone celular. Trata-se de uma ampla e profunda mudança cultural, no sentido em que englobam conhecimentos da indústria sobre como lidar com pessoas, processos e fluxos de atividade. Esta, veio para transformar o gerenciamento da produção, através da incorporação das “smart farms”, fazendas inteligentes em português.

Neste contexto, há um compreensível receio da sociedade de que a chegada dessas tecnologias venha a extinguir milhões de postos de trabalho no campo, globalmente. Em parte, isso é verdade. Por exemplo, em um futuro próximo, é provável que os tratores autônomos sejam utilizados por todas as empresas agrícolas que operam em grande escala. Com isso, espera-se que o trabalho de tratorista se torne obsoleto (pelo menos para este setor). Por outro lado, quantos novos postos de trabalho serão criados a partir do momento em que as ‘smart farms’ demandarem novos softwares e hardwares, manutenção de implementos de alta tecnologia, levantamentos com drones, geoprocessamento, sensoriamento remoto, pedometria? A grande questão é: nossa mão-de-obra está qualificada para o uso de tais tecnologias? Qual ocupação os antigos tratoristas terão neste cenário? Torna-se, portanto, imprescindível a atuação conjunta de governos e empresas nesta transição, viabilizando a capacitação destes profissionais para se adequarem à Agricultura 4.0 em novos postos de trabalho. A Agricultura 4.0 já está em curso e as nações que a ignorarem estarão sujeitas a ficarem para trás na corrida pela maior eficiência e produtividade agrícola.

A agricultura 4.0 se apropriou das melhores técnicas e tecnologias para produzir de maneira mais eficiente e reduzir o impacto ambiental. Com novas experiências, agrega a expertise do homem do campo, do engenheiro agrônomo e do universo tecnológico para que, em conjunto, possibilite uma produção adequada para demandas cada vez mais exigentes.

A agricultura 4.0 tem 3 novas frentes:

  • Produzir de forma diferenciada usando novas técnicas, como a hidroponia, o bioplástico e matéria prima de algas. Em um futuro próximo, será viabilizada a  agricultura no deserto e em água marinha.

  • Usar novas tecnologias para a produção de alimentos aumentando a eficiência da cadeia de produção, principalmente com fazendas verticais e urbanas. Encaminhando em um futuro próximo para modificações genéticas, carne cultivada, e impressão 3D.

  • Incorporar novas tecnologias e aplicações industriais, como a tecnologia de drones, internet das coisas, análise de dados e agricultura de precisão. Encaminhando em um futuro próximo para a nanotecnologia, a inteligência artificial, o compartilhamento de comida, crowdfarmimg, blockchain e molecular farming.

A agricultura 4.0 é a conexão e integração entre ferramentas de alta tecnologia para que possamos trabalhar com dados, de forma que  as companhias (empresas ou “smart farms”) tenham a maior quantidade de informações possíveis para nortear a tomada de decisão. A aplicação do conhecimento gerado pelos equipamentos junto ao conhecimento do ambiente e dos profissionais especializados gera uma melhor informação a ser utilizada no processo de tomada de decisão, gerando assim uma inteligência de decisão para que a agricultura possa ter a melhor eficiência.

Como podemos ver, a Agricultura 4.0 é uma evolução inevitável dos sistemas agrícolas e, ao mesmo tempo, uma disrupção tecnológica. Não se trata de futuro: é presente e aplicável a todos os tipos de cultivos. A Agricultura 4.0 tem uma árdua missão: reparar os danos que a agricultura já causou e ainda causa ao nosso planeta.

Entendendo a importância dos dados para que essa revolução possa ocorrer, a ADWA Cannabis desenvolveu um relatório detalhado sobre o potencial agrícola da cannabis no Brasil. Você pode acessar o relatório através deste link

Adwa Cannabis

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Uma empresa de desenvolvimento de pesquisas e tecnologias voltadas para a cadeia produtiva de Cannabis.